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sábado, 15 de setembro de 2012


URGENTE: ABAIXO-ASSINADO POR ESCOLAS E CLASSES BILÍNGUES PARA SURDOS NO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE)


A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS), que lidera o Movimento Surdo em Favor da Educação e da Cultura Surda, deu início a um abaixo-assinado on line de apoio à inclusão de escolas e classes bilíngues (Libras/Português escrito) no Plano Nacional de Educação. Essa proposta já foi aprovada consensualmente pela Câmara Federal, com base no Relatório apresentado pelo Deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que recebeu a Feneis em Brasília e discutiu com ela a redação adequada a garantir os direitos constitucionais linguísticos dos surdos em matéria de educação.
Abaixo, apresentamos o abaixo-assinado em Libras (vídeo) e em português (escrito). É necessário que todos aqueles que apoiam essa luta o assinem e o divulguem para seus amigos, familiares, colegas de trabalho, para os membros de sua Associação de Surdos, companheiros de movimentos sociais, irmãos de Ministérios e Pastorais de Surdos. Precisamos até o final do mês ultrapassar a barreira de 12 mil assinaturas. Contamos com você!
Para assinar essa Petição de apoio à nossa luta, clique aqui:http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=EBS2012


Nós, abaixo-assinados, SOLICITAMOS AOS SENADORES QUE VOTEM PELA PERMANÊNCIA DO TEXTO DO RELATOR ANGELO VANHONI para as estratégias 4.6 e 4.11 da meta 4 do PROJETO DE LEI N.º 8.035, de 2010 – PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO e que tem a seguinte redação:
4.6) Garantir a oferta de educação bilíngue, em Língua de Sinais Brasileira – LIBRAS como primeira língua e na modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda língua, aos alunos surdos  e deficientes auditivos de zero a dezessete anos, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas, nos termos do art. 22 do Decreto 5626/2005 e dos artigos 24 e 30 da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como a adoção do Sistema BRAILLE de leitura para cegos e surdocegos.
4.11) Apoiar a ampliação das equipes de profissionais da educação para atender à demanda do processo de escolarização dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, garantindo a oferta de professores do atendimento educacional especializado, de profissionais de apoio ou auxiliares, tradutores e  intérpretes de LIBRAS, guias-intérpretes para surdo-cegos, professores de LIBRAS, prioritariamente surdos e professores bilíngues.
Lembramos que a luta por Escolas Bilíngues Libras (1ª Língua) / Português escrito (2º Língua) é a maior reivindicação das comunidades surdas brasileiras e se baseia nos seguintes documentos legais:
I. A Constituição Federativa do Brasil, que em seu 206º artigo, consagra como princípios constitucionais da educação em nosso país “I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; [e] III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino”.
II. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto 6.949/2009), que:
- no Preâmbulo, letra “n”, reconhece “a importância, para as pessoas com deficiência, de sua autonomia e independência individuais, inclusive da liberdade para fazer as próprias escolhas”, e na letra “o” considera que “as pessoas com deficiência devem ter a oportunidade de participar ativamente das decisões relativas a programas e políticas, inclusive aos que lhes dizem respeito diretamente”;
- no Art. 4º, inciso 3, determina que, na “elaboração e implementação de legislação e políticas para executar a presente Convenção e em outros processos de tomada de decisão relativos às pessoas com deficiência, os Estados Partes deverão estreitamente consultar e ativamente envolver pessoas com deficiência, inclusive crianças com deficiência, por intermédio de suas organizações representativas”.
- em seu 24º artigo determina aos Estados-parte a [2.a] “Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade linguística da comunidade surda”; e [2.b] “Garantia de que a educação de pessoas, inclusive crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados às pessoas e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social”.
III. A Lei 10.436/2002, que reconhece “como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais – Libras e outros recursos de expressão a ela associados” (Art. 1º).
IV. O Decreto 5.626/2005, que em seu Art. 22º define “escolas ou classes de educação bilíngue [como] aquelas em que a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo”.
V. O Decreto 7.611/2011, último documento legal sobre a Educação Especial, que valoriza o Decreto 5.626/2005 como referência legal da Educação de Surdos (Art. 1º, § 2º) e reconhece, “para a educação especial, as matrículas na rede regular de ensino, em classes comuns ou em classes especiais de escolas regulares, e em escolas especiais ou especializadas” (Art. 8º).
Defendemos e reforçamos que:
1. As ESCOLAS BILÍNGUES são espaços educacionais inclusivos, pois levam os estudantes a terem as mesmas condições de acesso e permanência na escola que os demais estudantes (CF. Art. 206º).
2. Deve-se garantir o direito de opção aos pais e aos alunos surdos ou com deficiência auditiva pela matrícula em ESCOLAS BILÍNGUES LIBRAS E PORTUGUÊS-ESCRITO ou em ESCOLAS INCLUSIVAS (Convenção, Preâmbulo, letra “n”).
3. O Ministério da Educação deve garantir a implantação de políticas educacionais que atendam a demanda das pessoas surdas e com deficiência auditiva, expressa ou diretamente ou indiretamente, através de suas entidades representativas – que, no Brasil, em nível nacional, é a Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (Feneis) (Convenção, Art. 4º, inciso 3).

1 Seminário Língua de Sinais, Cultura e Identidade Surda.


Setembro Azul II - Educação Bilíngue


Seminário da FENEIS


Nao perde oportunidade é gratis!



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Proposta obriga escolas a utilizar Libras com estudantes surdos


A Câmara dos Deputados analisa proposta que obriga as instituições de ensino públicas e privadas a utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) com todos os estudantes surdos em qualquer nível ou modalidade da educação básica. A medida está prevista no Projeto de Lei 2040/11, do Senado.
Pela proposta, as escolas deverão contar com professores bilíngues, tradutores, intérpretes e profissionais de tecnologia de comunicação em Libras. Além dos alunos, também deverão ter aula de Libras seus pais e toda a comunidade escolar que conviver com esses estudantes.
As regras sobre a oferta do ensino de Libras deverão ser definidas em regulamento específico, após a aprovação da lei. Segundo o autor da proposta, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o objetivo é facilitar a integração dos deficientes auditivos nas escolas e na sociedade.
Tramitação
O projeto, que tramita em regime de prioridade, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estudantes surdos se formam no curso de licenciatura em libras - Atualizado em 12/04/2011 09h40

Formatura em linguagem de sinais ocorreu nesta segunda-feira na USP. Graduação a distância é da Universidade Federal de Santa Catarina.

Quarenta e três alunos surdos se formaram no curso de licenciatura em letras/libras (linguagem brasileira de sinais) à distância na noite desta segunda-feira (11) no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP). A cerimônia em São Paulo reuniu apenas os estudantes que utilizaram a USP como polo presencial. A graduação é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atendeu estudantes de outros oito polos espalhados pelo Brasil.


Formanda recebe o canudo do professor, enquanto intérprete faz a tradução (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

O curso foi iniciado em outubro de 2006 e concluído em dezembro do ano passado. A cada 15 dias, no mínimo, sempre ao sábados, os estudantes participavam de aulas presenciais com videoconferências. O conteúdo foi baseado em disciplinas de pedagogia, linguística e tradução e interpretação.

A cerimônia de formatura foi acompanhada por intérpretes que a traduziam na linguagem de sinais e tinham sua imagem projetada em um telão. A cada formando que recebia o canudo, a turma chacoalhava as duas mãos para o alto, sinal que representa uma salva de palmas.

Com o diploma, os estudantes estão habilitados a atuar como professores de línguas de sinais, porém a maioria já está na área. É o caso de Neivaldo Augusto Zovico, que tem licenciatura em matemática, pós-graduação em educação de surdos e dá aula de matemática em libras em duas escolas para surdos em São Paulo. "Antigamente os surdos não tinham profissão, por isso cursos como estes quebram paradigmas. Muitas pessoas acham que nós nos comunicamos por meio de gestos. Mas não é isso, através das libras, temos nossas gírias, poesias e até piadas. Há um status de linguagem", diz Zovico, por meio de libras, traduzidas à reportagem por uma intérprete.


Sylvia Lia foi uma das formandas do polo de São Paulo (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Sylvia Lia Grespan Neves, de 42 anos, também era uma das formandas. Ela já cursou biblioteconomia, pedagogia e fez mestrado em educação, mas afirma que a ocasião era especial porque era a primeira vez que se formava com colegas surdos. "Dou aulas de libras, fiz pedagogia, mas aqui o curso foi mais específico com estudos de gramática, que é o foco do meu trabalho", afirmou Sylvia, também em libras.

Sylvia nasceu surda e ensina a linguagem de sinais em universidades para estudantes ouvintes.

Para Eduardo Pereira Rocha, de 28 anos, a graduação foi só o primeiro passo da vida acadêmica. Ele trabalha como instrutor de libras, e pretende fazer pós-graduação na área de educação. "O primeiro desafio foi aprender a lidar com o ensino a distância. Mas valeu muito a pena porque além de conhecimento houve a troca de experiência entre os alunos", diz Rocha, por meio dos sinais.


Cerimônia foi totalmente traduzida em libras por intérpretes (Foto: Vanessa Fajardo/G1)

Nas atividades em casa durante o curso, os alunos assistiam a vídeos em libras, tinham espaço para postar outros vídeos, além de propor fóruns de discussão.

A coordenadora geral do curso a distância, Marianne Stumpf, de 37 anos, que também é surda, disse que os conhecimentos adquiridos pelos formandos devem ser multiplicados para que haja uma mudança sobre a visão do profissional surdo.

Para Tarcísio de Arantes Leite, de 34 anos, que foi o tutor do polo de São Paulo e dá aulas no curso presencial em Santa Catarina, os docentes desta área precisam reaprender antes de ensinar. "Quem trabalha com surdez precisa repensar o estudo, que geralmente é feito com base nas línguas orais. Também é necessário conhecer a realidade do aluno e adaptar o ensino." Leite lembra que geralmente o surdo tem dificuldade com a língua portuguesa e nem sempre lê ou escreve bem.

A Universidade Federal de Santa Catarina oferece também o curso presencial de licenciatura em libras, além do bacharelado em libras que habilita o profissional a atuar como intérprete e tradutor.

Fonte: Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo - 12/04/2011 07h00 - Atualizado em 12/04/2011 09h40
http://www.feneissp.org.br/index.php?ps=noticias&ano=2011&rqv=1204

terça-feira, 12 de abril de 2011

Documentário - Implante Coclear

Caros, Tudo bem a todos!!!




Nós fazemos atividade no vídeo sobre o Plano de Aula tema "Crianças com IC bilingue" no curso Letras-Libras na Unicamp-UFSC

O que vcs acham? vamos debate!!!!